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 Hujyang | Lenha para a vila Kagero | Daimyo das Montanhas

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Hujyang
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MensagemAssunto: Hujyang | Lenha para a vila Kagero | Daimyo das Montanhas   Seg 01 Jan 2018, 21:30

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Pt1. Lenha para o Daimyo

O dia não podia começar mais longe de casa, pelo menos do seu país de origem. O dia amanhecia branqueado pelo reflexo da luz matinal na neve recém caída na noite prévia. Era o primeiro nevão de inverno na vila de Kagero. Uma pacata vila composta por não mais que três a quatro fileiras de habitações, rodeadas pela espessa e densa floresta das escarpas montanhosas. Todo o vilarejo assenta numa enorme clareira. Não há estradas ou vedações demarcando caminhos. Ao fundo da clareira, solitário e relativamente modesto, o castelo do senhor daquelas terras. Como as restantes habitações da clareira, a sua construção compõe-se em madeiras no seu estado quase natural, praticamente não destoando do arvoredo circundante. As portas do casarão abriam ao primeiro raiar do sol, deixando passar o mensageiro do daimyo. Sem pressas, traçou a sua rota para o maior edifico das comuns habitações, a estalagem “Okina Iwa” paragem comum aos shinobis de passagem pela segunda cidade mais a Norte do conhecido mundo ninja.

- Salvé a quem oiça a mensagem do grando daimyo! – exprimia o mensageiro projetando a voz pela rua ainda calada. Pouco a pouco, gerando burburinho, portadas e janelas se abriam acompanhadas do povo que afluía ás ruas. O mensageiro ia repetindo a saudação ao mesmo tempo que afixava a noticia ao lado da porta da estalagem - Salvé a quem oiça a mensagem do grando daimyo! – continuava agora acompanhado de dois subordinadas alçando uma geringonça metálica, bem desajustada às redondezas, com o intuito de aumentar o volume da dita mensagem – O primeiro nevão caiu a passada noite! Com ele, surge o primeiro sinal do espesso Inverno que ai vêm! – bradava o mensageiro à agora multidão. Entre as desfocadas anónimas faces surgia uma gadelha ruiva que se destacava. Pertencia a um jovem rapaz descolado daquela envolvência, um claro estranho, forasteiro. No entanto, ao contrário dos demais estrangeiros, chegara ali vindo do exterior da estalagem. Fazia agora um outono que aquele moço, de face enterrada num grosso e vermelho cachecol, chegara a Kagero.

- Por decreto, quaisquer atividades não vitais a Kagero serão substituídas por uma excecional demanda pelo restabelecimento das reservas lenhas e cavacos de cedro da vila! – acrescentava o mensageiro para a geral impavidez matinal da populaça. A ruiva cabeleira furava a multidão seguindo o som do anúncio – Para os interessados e mais capacitados, seria para vocês uma honra concentrar esforços em restabelecer o palácio com o azinho de maior qualidade para o vosso excelentíssimo senhor… - terminava o anunciante com um maior interesse por parte de alguns indivíduos das gentes que ali se postavam, incluindo o jovem rapaz. Detalhados, no cartaz afixado, estavam os locais dos agregados de azinheiras que pontuavam a densa floresta. Na “casa real” apenas cavacos de azinho, um dos melhores e mais duráveis combustíveis, aqueciam o daimyo e seus mais diretos súbditos. O que fazia tão especial a aparente necessária demanda pelo azinho era o risco e perigo associado. O comum habitante de Kagero contentava-se com a mais comum das lenhas disponíveis, não arriscando assim a vida trepando ladeiras e escarpas (não esquecendo a ameaça da fauna selvagem) pela busca do azinho. Cabia assim o trabalho a shinobis, principalmente aos estrangeiros tentados pela recompensa, o atrevimento de desafiar as montanhas pelo conforto de um daimyo.

- Pelo menos tenho o que fazer por um par de dias. Há de me dar o suficiente para algum tempo – refletiu a figura arruivada analisando o rudimentar mapa.



Última edição por Hujyang em Ter 02 Jan 2018, 17:28, editado 10 vez(es)
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Hujyang
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MensagemAssunto: Re: Hujyang | Lenha para a vila Kagero | Daimyo das Montanhas   Ter 02 Jan 2018, 16:54

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Pt2. Lenha para o Daimyo

A multidão dispersa rapidamente para os seus afazeres diários. O sol subira um pouco mais aquecendo os corpos dos que ainda permaneciam no exterior, a maioria aventureiros de fora que viam a oportunidade de um dinheiro fácil. Muitos emparelhavam para tornar a demanda menos solitária e quiçá perigosa. Outros buscavam abrigos e equipamento para se fazerem ao caminho. Sozinho, o rapazote ruivo desafogava o aperto do cachecol enquanto decorava o tal mapa. Eram três os pontos verdadeiramente viáveis para a recolha dos toros de azinho, isto derivado á distância relativa a Kagero.

Após uma curta visita ao sótão da pequena casa que habitava, o jovem shinobi regressava ao que forçadamente se poderia chamar o centro da vila. Era possível observar a dispersão dos grupos de aspirantes, também eles bem equipados, para os pontos de recolha. O padrão era notável, a maioria dos interessados apressava-se ao ponto mais próximo inclusive visível daquele ponto da cidade. Ali, bem na direção Este da cidade, no topo de uma altíssima escarpa, encontravam-se magnificas azinheiras que tentavam a maioria dos estrangeiros. Rapidamente o moço de cabelo rubro descartava aquela opção. Se realmente aquelas próximas e tentadoras arvores fossem opção viável, já há muito teriam sido recolhidas pelos habitantes de Kagero. Contemplando as duas remanescentes opções, o pensamento do rapaz é interrompido por uma figura feminina e anciã – Hujyang-kun, leve este embrulho! Vai aí comida suficiente para uns bons dois dias. – dizia a idosa grisalha forçando a oferenda de mantimentos envolta num pano lilás – Hum, obrigado Obaa-san! – respondia Hujyang com um sorriso nos olhos, única parte visível do agasalhado rosto. Ao guardar os mantimentos na mala que agora trazia nas costas, o ruivo rapaz ainda recebeu um último conselho, deveria dirigir-se para a localização mais a Oeste. Apesar da mais longínqua, o terreno era mais favorável e igualmente menos povoado pelas populações de lobos mais a Norte. De mochila nas costas, machadinha em riste, agasalhado e de pernas frescas, Hujyang encaminhava-se na direcção do ponto viável mais longínquo traçado no mapa deixado pelo mensageiro. Deixava para trás Kagero acompanhado apenas por outra alma aventureira, um local por sinal.

Apesar das ladeiras e denso arvoredo, a viagem decorreu pouco atribulada. À chegada da zona assinalada, a paisagem mudava ligeiramente. O espaçamento entre a vegetação era maior. O frio era mais misericordioso deixando sentir o pouco calor do encoberto sol. Após mais um par de quilómetros, as duas almas ali presentes deparavam-se com as almejadas azinheiras. Tal como o próprio rapaz ruivo, eram forasteiras daquele clima, daquele país. Uma arvore atípica que inexplicavelmente subsistia num arvoredo comumente conífero. De machado em riste, os dois homens lançavam-se ao trabalho. O jovem shinobi, de modo a evitar o derrubamento total da nobre arvore, concentrava chakra nos seus pés, auxiliando a deslocação aos ramos mais altos da arvore selecionada. O machadar ecoava pelo silêncio da floresta que pontualmente era interrompido pelo uivar do vento gélido invernal.  Em pouco menos de hora, os ramos, e uma das árvores abatida, foram reduzidos a transportáveis cavacos. Armado de uma rede transportadora, Hujyang recolhei a madeira que conseguiu e preparava-se já para a viagem de regresso – Tu não és de Kagero, pois não? – interrompia o aleatório companheiro de viagem não esperando resposta – Não me lembro de ter ver muito por lá, mas se a velhota se preocupa contigo o suficiente deixo-te um aviso… Os mantimentos extra que ela te deu não são por estima excessiva – acrescentava o local enquanto começava a armar acampamento.

A noite caía. Seguindo o segundo conselho do dia, Hujyang assentava também ele a sua tenda. De fogueira acesa, desembrulhava o embrulho lilás logo deliciando-se com o seu conteúdo. Por momentos o frio desaparecia junto com as preocupações e as constantes viagens aos pensamentos passados. Na sua ignorância, o jovem shinobi evitara não só um forte nevão, que cairia nessa noite, como um raid de bandidos aos acessos de Kagero. De barriga cheia, o sono e a dormida seguiram-se. Á primeira alvorada os dois homens retornariam a Kagero, uma vez mais em silêncio, descarregando a lenha recolhida junto do palácio de daimyo em retorno de uma pequena quantia. Foram, até aquela altura, os únicos a depositar qualquer azinho no ponto de recolha.


[The End]

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Selina
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MensagemAssunto: Re: Hujyang | Lenha para a vila Kagero | Daimyo das Montanhas   Ter 02 Jan 2018, 18:50

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